Ser solteiro/a é sinónimo de solidão?


 Se pensarmos rapidamente, associamos o "estar solteiro",  ao simples facto de não existir nenhum pareceiro efectivo. Porém, se olharmos mais profundamente, perceberemos como mais coisas podem estar por trás desta palavra.

Quando ouvimos que alguém está solteiro, diversos sentimentos podem passar pela nossa cabeça: para alguns denotará algo alegre, como diversão, farra, liberdade. Para outros, serão associados significados mais tristes, como solidão e sensação de que falta algo, de estar incompleto.. Estar solteiro é um estado civil no mundo externo, no seu significado convencional, mas no nosso mundo interno pode ter vários sentidos.
Para algumas pessoas a solteirice deve ser um estado transitório, um momento em que nos preparamos para ter um par, como se ter um relacionamento fosse o objectivo de se estar solteiro. Esta é justamente uma das causas do sentimento de solidão que muitas vezes sentimos quando estamos solteiros. Se partimos do princípio que nosso objectivo é encontrar alguém, criamos o sentimento de falta dentro de nós.

Ter vontade e querer encontrar um parceiro é diferente de ter isso como objectivo, como algo que precisa acontecer na nossa vida. Portanto, solteirice e solidão só estão associados quando assim escolhemos. 
 
Basta lembrar que nos podemos sentir solitários mesmo com um relacionamento. O sentimento de solidão e de falta são consequência das escolhas que fazemos em relação ao modo como queremos vivenciar a nossa vida. Estão longe de ser causadas pelo que está fora de nós, como pelo facto de não ter um parceiro amoroso.
Há quem não goste de estar solteiro e reclame da falta de uma companhia, de alguém para dividir a sua vida. Tais pessoas sentem-se muito mal e perdem até a vontade de sair de casa e de participar em actividades sociais, afinal estão todos acompanhados e estar só é uma situação constrangedora. De fato, existe uma pressão externa das pessoas, quase como uma regra que exige que tenhamos um par afectivo, como um pré-requisito de ser uma pessoa normal ou bem sucedida. Principalmente a partir de certa idade, é quase uma obrigação ter um parceiro. Porém, nós é quem escolhemos acatar ou não essa regra social. Não há certo ou errado, mas se escolhemos acatá-la, escolhemos também vivenciar o mal-estar que essa escolha representa ao estar só, e portanto teremos de arcar com os sentimentos de frustração.

Será que estar solteiro é realmente algo
assim tão difícil para a vida social, 
ou somos nós quem colocamos muito peso e
valor à regra de "ter que" possuir um parceiro?

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